EP 004 – Felicidade versus Prazer.

Qual é a nossa definição de Felicidade? Será que o nosso prazer esta acima da nossa Felicidade? Ou têm quase a mesma função? A função de satisfazer as nossas necessidades e desejos da melhor forma possível. Será que conseguimos viver sem um deles?

Oiça com muita atenção a este episódio:

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Felicidade versus prazer

 

“A felicidade geralmente tem a forma de nós; o prazer tem a forma de eu.”

Autor Anónimo

 

Prazer, felicidade – parecem a mesma coisa, não parecem? São ambos sentimentos positivos e, se nos sentimos bem, sentimo-nos mesmo bem! Somos influenciados no sentido de acreditar que o prazer e a felicidade cabem na mesma caixa. Ou que, se procurarmos o prazer, atrás dele virá automaticamente a felicidade. É preciso vivermos noutro planeta  para não sermos apanhados na corrida para “obtermos o máximo de prazer na vida, a fim de encontrar a felicidade. Há uma diferença entre os dois – na verdade, são mundos à parte, embora sejam ambos uma parte crucial do nosso mundo.

O prazer é algo que nos dá um aturdimento, divertimento, deleite, entretenimento ou um abanão. É um comprazimento, uma diversão, uma excitação, uma satisfação ou uma corrida de carro. É atingir um objectivo, fazer uma promessa ou exprimir um sonho.

A felicidade é estar conectado consigo mesmo, é estar no momento, não necessitar de nada do mundo exterior. É contínua e eterna. É o momento em que reconhecemos o nada. É Quietude pura. É a alegria pessoal na sua forma suprema. É inabalável.

A felicidade e o prazer fazem parte da vida, mas desempenham papéis muito diferentes. Os prazeres vêm e vão. Variam de dia para dia. São transitórios e fugazes. Quando comemos uma refeição deliciosa, mergulhamos no seu prazer requintado, absorvemos todos os sabores e sentimo-nos satisfeitos, muito satisfeitos, quando acabamos. Mas aí o prazer desaparece, até voltarmos a comer. A felicidade está sempre dentro de nós, mesmo que não a sintamos. É a alegria de estarmos vivos e de alimentar o corpo com a comida que promove a bem-aventurança e a satisfação. É diferente. Depois de uma refeição agradável, poderá dizer: «Foi fantástica»; alimentando o corpo com boa comida, poderá dizer: «Sinto-me fantástico.»

Se fôssemos o oceano, o lugar da nossa felicidade estaria nas profundezas. Aqui, as águas tranquilas são as mais profundas. São ricas de vida e de finalidade. As profundezas do oceano são o lar da nossa alma e do nosso espírito. São infinitas e incomensuráveis. É aí que reside o nosso potencial mais puro. É a fonte da alegria verdadeira e não há restrições quanto à profundidade a que desejamos descer.

Não há nada que nos impeça de ir até lá. Não há nada que controle essa parte mais profunda do oceano – é livre.

O prazer está à superfície do oceano. É o movimento das ondas e estas vêm e vão. Há ondas altas e baixas, violentas e calmas. As ondas são momentâneas e passageiras, movem-se de acordo com as condições exteriores. Nunca duram muito tempo, são fugazes. O movimento cria ondas, mas o movimento não toca nas águas profundas, tranquilas.

Na vida temos felicidade e prazer. Mas são coisas diferentes e não dependem uma da outra. Podemos desfrutar dos prazeres sem sentir felicidade. Mas os prazeres sem uma felicidade profunda são fugazes e, se não temos o potencial para regressar ao oceano profundo da felicidade uma e outra vez, poderemos necessitar de cada vez mais prazeres para estimular a nossa satisfação.

Para exemplificar, pensemos no dinheiro. Se gastarmos dinheiro e tivermos esse momento de grande prazer, podemos sentir-nos vazios depois de o prazer acabar. Ou, se o prazer reside num ou dois copos de vinho à noite, então podemos depender do álcool para nos sentirmos «bem». Não há nada de errado nos prazeres da vida, mas quando eles mascaram uma sensação de vazio, então precisaremos de mais e mais prazeres para não haver vazios entre momentos de grande prazer.

A necessidade compulsiva do prazer para sustentar uma forma de satisfação leva, em última análise, à infelicidade. Sem um sentimento de alegria profunda, o prazer compulsivo torna-se um fardo para a alma. Os prazeres compulsivos significam que não se pode passar sem eles para suportar a vida. Ganhar dinheiro, beber, fazer compras, ter relações sexuais, comer, tudo isto de maneira compulsiva, é O caminho para uma profunda insatisfação. Depender compulsivamente das coisas enumeradas leva à dependência e à infelicidade porque necessitamos mais e mais delas para nos sentirmos «bem» .

No entanto, se estivermos profundamente felizes desfrutamos dos prazeres, mas não necessitamos deles para nos sentirmos bem e aí o jogo torna-se muito diferente. Desfrutamos tanto deles que não precisamos de os ter para ganhar aquele sentimento caloroso de satisfação que deriva da felicidade pura. Sentirmo-nos totalmente de bem com a vida e sairmos então para uma refeição requintada ou para degustar um bom vinho é a vida num campeonato diferente – que está a vinte mil campeonatos de profundidade no mar. Podemos ser felizes sem necessitar de prazer.

Podemos sentir paz e satisfação, sem exigir que sejam outras coisas ou outras pessoas a dar-nos esse aturdimento. A felicidade vem ao de cima em borbotões e preenche-nos, com ou sem os prazeres da vida. Podemos sentir-nos tão satisfeitos a comer uma sanduíche como uma refeição fabulosa. Não andamos à procura de «coisas» que nos entusiasmem, porque já estamos entusiasmados. Mas podemos desfrutar plenamente dos prazeres da vida quando eles surgem. De facto, ainda desfrutamos mais deles. É a cereja no topo do bolo.

Na verdade, podemos chegar à conclusão de que é melhor evitar alguns prazeres porque eles nos desviam dessa experiência esplêndida da bem-aventurança.

Espero que tenha sido do vosso agrado e que o tenha despertado para uma maior consciência do que é necessário fazer para contribuir para a nossa felicidade e quais os prazeres da vida que nos desviam do nosso estado de felicidade.

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Muito obrigada pela atenção.

“Tamu juntos!”

Abraço,

LV

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Lisa Videira

Fundadora da Academia Nzoji, Bloguista, Palestrante Motivacional, Coach de Alto Rendimento/Produtividade e Atleta de Desportos Radicais.

Acredita que o sucesso não depende da sorte, mas sim de cada um de nós. Todos temos o potencial de realizar os nossos sonhos, basta construi-los.

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